A imigração dos povos que compõem a atual Croácia começou para o Brasil ainda no fim do século XIX, como resultado dos grandes conflitos e transformações econômicas que assolavam a região — então inserida no Império Austro-Húngaro, que só daria lugar à Iugoslávia após a Primeira Guerra Mundial.
O fim dos conflitos não trouxe prosperidade, e muitos optaram pela emigração. Foi o caso de Josef Pacovsky: aos 47 anos, pai de vasta prole e já avô, havia circulado por vários territórios da atual Croácia em busca de melhores condições de vida. Em 1925, decidiu que era hora de partir — e, reunindo a maioria dos filhos e netos, rumou para o Brasil.
O destino levou os Pacovsky à terra das oportunidades, São Paulo, onde rapidamente se inseriram na comunidade de imigrantes. A cidade fervilhava de culturas, com bairros que falavam do japonês ao russo. Estima-se que 45 mil croatas migraram em duas grandes diásporas: a primeira na década de 1920, e a segunda após 1945.
A sagacidade e a vontade de vencer foram maiores que as adversidades. A família encontrou em São Paulo um novo lar, viu os filhos constituírem família e os netos crescerem. Em 1929, foi a vez do filho mais velho, que permanecera na Europa, juntar-se aos seus — realizando a última migração dos Pacovsky para o Brasil.
Em 1929, o filho mais velho completou a travessia — a última migração dos Pacovsky para o Brasil.
