A Mnésis entregou um estudo sobre as origens da Família Normando no Estado do Pará, com o objetivo de demonstrar sua ancestralidade judaica e assim fundamentar o pleito da cidadania portuguesa por via sefardita.
As informações iniciais davam conta de uma família estabelecida na região amazônica desde o século XIX — no Estado do Amazonas e no então território do Acre. Ao aprofundar as pesquisas, identificamos que a família estava entre as pioneiras da colonização do Brasil no século XVI, na região nordestina, e que ao longo dos séculos realizou fluxo migratório para os sertões até que, no século XIX, como tantos nordestinos, dirigiu-se ao norte em busca das riquezas do ciclo da borracha.
O casal original nos rincões amazônicos foi o major Valentim Normando e sua esposa, dona Joana Normando. Entre os antepassados mais remotos em solo brasileiro estão o casal Arnaud Florentz Boeyens Van Holland (Arnaud de Hollanda) e Brites Mendes de Vasconcellos; Baltasar Leitão de Paiva Holanda, herói da guerra pernambucana na expulsão dos holandeses de Recife, casado com a neta da mais célebre judia brasileira, Branca Dias; e ainda o capitão Francisco Vaz Carrasco, Capitão das Ordenanças em Ipojuca, que depois tomou o hábito religioso.
Uma rica história familiar, que começa nos primeiros anos da colonização do Nordeste e continua na ocupação da última fronteira do Brasil, a Amazônia. Com o levantamento, essa célebre família pôde pleitear a cidadania portuguesa através de suas origens judaicas.
Quatrocentos anos de história — do Nordeste colonial aos rincões amazônicos — reconstruídos documento a documento.
