Quando pensamos em imigração italiana, nossa mente nos transporta automaticamente para São Paulo e o sul do Brasil. De fato, cerca de 70% dos italianos que migraram para o Brasil se dirigiram a São Paulo, predominantemente para as grandes fazendas de café.
Mas a cidade maravilhosa também recebeu a sua cota de imigrantes — e entre eles estavam Ernesto Filippone e Francisca Maltese. O casal migrou no início do século XX, instalando-se na capital, onde abriu uma empresa especializada na comercialização de produtos químicos e farmacêuticos, que lhes rendeu prosperidade — permitindo, diferentemente de muitos conterrâneos, retornos constantes à terra natal.
O Rio de Janeiro nunca foi um polo de atração da imigração italiana: nas palavras do diplomata italiano Umberto Sala, o clima tropical, a abundância de trabalhadores e a concorrência dos portugueses inibiam a fixação de uma grande coletividade italiana naquela urbe.
Os Filippone são um exemplo de que toda regra tem sua exceção. A família prosperou — e hoje são seus descendentes que buscam resgatar as origens italianas.
Toda regra tem exceção — e a dos Filippone prosperou justamente onde os italianos não costumavam ficar.
