Cametá · Ancestralidade sefardita

Do Marrocos à Cidade Invicta: os Benassuly

Do Marrocos à Cidade Invicta: os Benassuly
Retrato de arquivo · acervo da família · restauração digital

A cidade de Cametá ficou conhecida pela resistência a todas as tentativas de invasão e conquista, ganhando o epíteto de invicta. Foi nessa cidade, às margens do rio Tocantins, que se instalou uma grande comunidade de judeus oriundos do norte da África.

Cametá era um importante entreposto comercial no final do século XIX e início do XX, com grande fluxo de mercadorias vindas dos confins da Amazônia e ponto de circulação de produtos europeus rumo aos mercados da Amazônia da Belle Époque.

Entre as famílias que ali se estabeleceram estavam os Benassuly, na figura de seu patriarca, Isaac Benassuly. E havia uma grande curiosidade: muitos desses primeiros judeus imigrados caíam nos encantos das 'caboclas' cametaenses — e não poucos deixavam práticas da fé pelos amores das nativas amazônicas.

Isaac Benassuly não fugiu à regra: no final do século XIX, contraiu núpcias com uma jovem cametaense, deixando vasta descendência no Estado do Pará. Através de um levantamento histórico-genealógico, seus descendentes passaram a pleitear a cidadania portuguesa com base na ancestralidade sefardita.

A cidade invicta às margens do Tocantins guardava a chave de uma ancestralidade que atravessou o Mediterrâneo e o Atlântico.

A sua família também tem uma história assim.

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