A pesquisa localizou o nascimento e o batismo de Alexandrina da Conceição na cidade do Porto — e poderia ter parado aí, com os documentos que um processo de nacionalidade exige. Mas a investigação foi além: encontrou também o seu processo de passaporte, de 1915.
Dentro do processo, uma carta. A mãe de Alexandrina, Maria Eugénia, que já vivia no Rio de Janeiro, chamava a filha para o Brasil. O documento administrativo guardava, havia mais de um século, uma história de separação, espera e reencontro familiar.
É esse tipo de descoberta que diferencia uma investigação histórica de uma simples busca de certidão: por trás de uma lista de passageiros pode existir a história inteira de uma família — com contexto, evidências e provas.
O trabalho fundamentou o reconhecimento da nacionalidade portuguesa dos descendentes. E rendeu à Mnésis um dos depoimentos de que mais nos orgulhamos, publicado na nossa página inicial.
Por trás de uma lista de passageiros pode existir uma história de separação, espera e reencontro familiar.
