Em 27 de novembro de 1894, o Consulado Imperial da Alemanha no Pará emitiu um passaporte a Emil Oscar Grossmann, natural de Leipzig, então com 37 anos, para uma viagem à Alemanha. O documento traz a descrição física do portador, a sua assinatura, o selo do consulado e a fórmula com que o representante do Império pedia às autoridades civis e militares que o deixassem seguir livremente. O passaporte foi anexado ao processo de casamento de Grossmann, celebrado em Belém em maio de 1895, e ali permanece até hoje1.
No mesmo processo, a noiva está registrada como Clothilde Cerdá Bloch, espanhola, natural de Barcelona1. Era Clotilde Cerdà i Bosch, a harpista catalã de fama internacional conhecida como Esmeralda Cervantes2, 3.
A história de Grossmann resume o que este artigo mostra. No Pará, a presença alemã não foi feita de colonos trazidos em massa. Foi feita de homens que chegaram quase sempre sozinhos, fizeram negócios, casaram em Belém e deixaram rastros em papéis que ainda podem ser encontrados.
Esmeralda Cervantes casou em Belém, e o marido era alemão
A trajetória matrimonial de Esmeralda Cervantes aparece de maneira contraditória em sua bibliografia. Parte dela situa o casamento em Constantinopla4; outra parte descreve Oscar Grossmann como brasileiro, ou brasileiro de origem alemã2.
O processo de casamento de Belém permite resolver a questão. Clotilde Cerdà casou-se ali em maio de 1895 com Emil Oscar Grossmann, alemão, natural de Leipzig. O processo informa ainda que o pai dela já havia morrido e que a mãe vivia na Turquia: a harpista estava no Pará sem a família. Anexado aos autos está o passaporte que o Consulado Imperial da Alemanha no Pará emitira ao noivo poucos meses antes1.
O caso interessa duplamente a este artigo. Mostra um alemão de Belém casando com uma artista de fama internacional. E mostra algo que voltará adiante: Grossmann não aparece na matrícula consular que chegou até nós, mas a sua nacionalidade alemã ficou documentada num papel alemão guardado num arquivo brasileiro. Em 1899, uma oficina a vapor de "Grossman & Comp.", especializada em niquelar, pratear e dourar metais, anunciava os seus serviços na imprensa da cidade5. A passagem de Esmeralda Cervantes por Belém é assunto para outro texto.
A imigração alemã que o Pará não teve
Se por imigração alemã entendermos o modelo das grandes colônias agrícolas do Sul e do Espírito Santo, onde milhares de famílias foram assentadas ao longo do século XIX, o Pará praticamente não a conheceu.
A experiência mais conhecida de colonização estrangeira oficial na província foi a colônia agrícola de Benevides, inaugurada em 13 de junho de 1875. Ela recebeu sobretudo franceses: até agosto de 1876 haviam passado por lá 360 colonos, 214 deles franceses e apenas 12 alemães6. Nas listas da época aparecem nomes como Adam Ebervein, agricultor de 37 anos, Andres Leng, Carlos Frubner, Josep Cass e a família Hisly, que viajou com uma menina de dois anos, Rosalie. Aparece também um prussiano, Carlos Luiz Bergmon, que chegou à colônia por conta própria6.
A maior parte desses colonos deixou Benevides em poucos meses. Em 1877, a colônia já era chamada de "extincta" e abrigava retirantes cearenses da grande seca7. Em 1879, o cônsul alemão ainda pedia ao governo notícias de Andreas Muller, súdito alemão que vivia em Benevides e que constava ter morrido8.
Comerciantes, não colonos
A presença alemã que deixou marcas no Pará foi outra: urbana, comercial e ligada à economia da borracha. Belém era o grande porto de exportação da Amazônia, e alguns alemães chegaram ao topo do seu comércio.
O caso mais claro é o de Guilherme Brambeer e Gustavo Sesselberg, que foram também os primeiros representantes consulares da Alemanha em Belém de que temos notícia. Brambeer já vivia em Belém em 1859, quando Augusto Tappembeck, natural de Bremen, o deixou como um de seus procuradores ao sair do país9. Em 1865, a firma se chamava Tappembeck, Brambeer & Companhia. Em 1871, Brambeer presidia a Praça do Comércio, a associação dos negociantes da cidade. Quando partiu para a Europa, foi Sesselberg quem o sucedeu na presidência10. Nos anos seguintes, Sesselberg foi eleito e reeleito vice-presidente da Praça, e em 1876 outro alemão, Augusto Baumert, integrava a diretoria11, 12.
Sesselberg era sócio da firma W. Brambeer & C.ª13 e circulava também pelos novos negócios de infraestrutura da cidade. Em 1872, era diretor em exercício da Companhia Urbana da Estrada de Ferro Paraense, autorizada a funcionar por decreto imperial no ano anterior. Cabia a ele receber do governo o pagamento pelo serviço da linha de trilhos que ia da estação central ao marco da légua patrimonial de Belém14, 15. Em 1877, ainda integrava a diretoria da companhia, como suplente16. Fez parte também da junta que fiscalizava no Pará a companhia de seguros New York Life17 e morreu em 1892 como gerente da filial do Banco da República18.
A casa W. Brambeer & C.ª lidava com borracha: em 1886, pedia providências sobre 40 caixas do produto que haviam sido sequestradas19. Franz Berringer, cônsul da Alemanha às vésperas e durante a Primeira Guerra, dava nome à casa Zarges, Berringer & C.ª20. Em 1888, Rudolpho Zietz estava entre os diretores da Praça do Comércio21.
O comércio tinha rota própria. Navios alemães ligavam Belém a Hamburgo com regularidade. Em 1880, o brigue alemão Alby levava castanha para Londres22. Em junho de 1899, o navio Elbe carregava em Hamburgo "um importante carregamento de generos de estivas" para Belém, e o lugre Theodor chegava de lá, depois de 65 dias de viagem, consignado a R. L. Zietz23. Em setembro, entrava o Eduard, também vindo de Hamburgo24. Não era, porém, a bandeira dominante do porto: em maio de 1876, de 29 navios entrados de fora da província, um era alemão, e nove eram ingleses25.
Ao lado dos negociantes, havia técnicos e artesãos. O engenheiro Hugo Muller teve o diploma registrado em 1896, desde que o consulado alemão o reconhecesse26. O fotógrafo Carlos Bischoff morreu em Bragança em 188927. O marceneiro Wolfgang Stum, antigo morador da cidade, faleceu em 1884, aos 57 anos28. Em 1915, um diretor técnico de sobrenome Ludwig trabalhava na fábrica de cerveja Paraense29. E, na música, a loja Mina Musical, de F. Hühn & C., vendia em 1899 a valsa "De lontan", do paraense Paulino Chaves, que acabara de chegar a Leipzig para estudar23.
Um consulado para a Amazônia
A representação consular alemã em Belém é anterior ao próprio Império Alemão. Em 1870, Guilherme Brambeer respondia pelo consulado da Confederação da Alemanha do Norte, e Sesselberg assumia o expediente quando ele se ausentava30, 31. Em abril de 1874, já sob o Império, o governo da província tornou público que "o districto do consulado Allemão estabelecido n'essa cidade, comprehende toda a provincia do Pará", segundo comunicação do cônsul interino G. Sesselberg32.
A jurisdição cresceu nos anos seguintes. No início da década de 1880, o distrito consular incluía também o Amazonas33. Em outubro de 1889, três semanas antes da República, o consulado alemão no Maranhão foi suprimido e o seu distrito passou ao cônsul no Pará34. Em quinze anos, o consulado de Belém passou a responder pelos alemães de três províncias do Norte.
Nas primeiras décadas, o consulado esteve nas mãos de negociantes estabelecidos na cidade. Sesselberg assumiu o posto em 1876, quando Brambeer deixou a província35, e o ocupou até morrer, em janeiro de 189218. Em junho de 1894, Herman Enna foi reconhecido nas funções do consulado36. Em novembro de 1903, o governo imperial confiou o consulado pela primeira vez a um diplomata de carreira, o Dr. H. Schlieben37. Depois dele vieram, entre outros, um cônsul de sobrenome von Bülow, em 191138, Franz Berringer, que ocupava o posto ao menos entre 1913 e 191620, 39, e Rudolph Möller, cônsul em 1939, com escritório no Boulevard Castilhos França40.
O consulado também participava da vida da província. Em agosto de 1875, o presidente nomeou o cônsul Guilherme Brambeer para a Comissão de Colonização, no lugar do cônsul dos Estados Unidos, Frederico Pond, que pedira dispensa41. Quando Brambeer deixou a província, em 1876, Sesselberg herdou o lugar35. A presença de cônsules dos países de origem nessa comissão servia de garantia aos próprios colonos6.
E o consulado cuidava dos seus. Em maio de 1875, Brambeer pediu a libertação de três filhos menores do seu compatriota C. C. F. Gaestner, recrutados e recolhidos ao quartel da polícia; dias depois, o governo informou que a providência havia sido dada42, 43. Em 1878, o consulado acompanhou o naufrágio do patacho alemão Maria Sophia na costa de Salinas44. Em 1889, reclamou o espólio do fotógrafo Bischoff27.
Quadro: o consulado alemão em Belém
- 1870: Guilherme Brambeer é cônsul interino da Confederação da Alemanha do Norte, e Gustavo Sesselberg responde pelo expediente nas suas ausências30.
- 1874: já sob o Império, o distrito consular passa a compreender toda a província do Pará32.
- 1875: Brambeer, cônsul do Império, é nomeado para a Comissão de Colonização41.
- 1876: Sesselberg assume o consulado, que ocupará até morrer, em 189235, 18.
- Início da década de 1880: o distrito inclui também o Amazonas33.
- 1889: o consulado alemão no Maranhão é suprimido, e o seu distrito passa ao cônsul no Pará34.
- 1894: Herman Enna é reconhecido nas funções do consulado36.
- 1903: o posto é confiado ao primeiro cônsul de carreira, o Dr. H. Schlieben37.
- 1911: aparece como cônsul um von Bülow38.
- 1913 a 1916: Franz Berringer é o cônsul20, 39.
- 1918: Berringer, já ex-cônsul, deixa Belém45.
- 1939: Rudolph Möller é o cônsul40.
Uma comunidade que se reunia
A colônia alemã de Belém era pequena e, justamente por isso, unida. Em novembro de 1876, o presidente da província visitou, acompanhado do cônsul, a corveta alemã Victoria, e as salvas do navio foram respondidas pelo Forte do Castelo46.
Em 1911, o comerciante Carl Waldemar Scholz, cônsul da Áustria em Manaus, casou-se com Lilian Maude Hoggatt no consulado alemão. O banquete foi servido a bordo do paquete Rio Negro, com brindes à Alemanha e à Inglaterra38. Em janeiro de 1913, o Estado do Pará dedicou a primeira página ao aniversário do imperador Guilherme II, e o cônsul recebeu a colônia no consulado, no Boulevard da República47.
No fim do mesmo ano, os empregados alemães da casa Zarges, Berringer & C.ª, que moravam juntos na Villa Heuschreck, inauguraram ali uma bandeira alemã doada pelo cônsul Berringer20.
Em novembro de 1915, com a Europa em guerra e o Brasil ainda neutro, morreu em Belém o capitão Hans Fritsche, comandante de um paquete alemão ancorado no Guajará. O caixão seguiu para o cemitério de Santa Izabel coberto com a bandeira alemã, entre coroas do Deutscher Klub, do Consulado Imperial, da companhia de navegação Hamburg Süd e da firma Berringer & C. O cônsul Berringer falou à beira da sepultura29. Dois meses depois, em janeiro de 1916, ele ainda recebia no consulado, no Boulevard da República, 36, pelo aniversário do imperador, e o governador Enéas Martins mandou representar-se39.
Em abril de 1923, a colônia ofereceu uma soirée no Sport Club aos aviadores Werner Junkers, filho do fabricante Hugo Junkers, e Hermann Müller, que percorriam a América do Sul no Junkers D-218. Müller contou aos jornalistas que queria aprender o maxixe48. Semanas depois, os dois morreram num acidente em Aracati, no Ceará, e Belém tomou luto49.
No fim daquele ano, a pedido do cônsul, formou-se uma comissão para socorrer a população faminta da Alemanha. Dela participaram nomes da sociedade paraense e da colônia, entre eles Alice Bacellar Kostenbader e Anesia Hermann, brasileiras casadas com alemães50.
Casamentos: quando os alemães viraram família paraense
Os registros de casamento civil de Belém mostram o outro lado dessa história51. Entre 1891 e 1949, identificamos pelo menos 57 casamentos em que um dos noivos era alemão:
- em 48 deles o alemão era o noivo;
- em 35 desses 48, a noiva era brasileira;
- a presença cresce ao longo do tempo, e 30 dos 57 casamentos se concentram nas décadas de 1920 e 1930.
Entre os noivos cuja cidade de origem foi registrada, Hamburgo é a mais frequente. Não surpreende, numa comunidade ligada ao comércio marítimo.
Os nomes mostram como essa gente foi absorvida. Karl Heinrich Schumann, inscrito na matrícula do consulado, é quase certamente o Carlos Henrique Schumann, natural de Hamburgo, que casou em 1912. Paul Arnold Seidel, também da matrícula, aparece como Paulo Arnold Seidel, natural de Hamburgo, no registro de 1935. Albert Ludwig Küssner, de Altona, casou em 1900 com Lucilia Celestina Dias da Rocha, amazonense. Hans Max Kostenbader foi registrado como Kostembader. E, em 1904, o barão Edwin von Tautphoeus casou com Leonie Clementine de Gyselaar Chermont de Miranda, de uma das famílias tradicionais de Belém51, 52.
A segunda geração também aparece. Virginia Josephine Hühn, nascida no Pará e inscrita no consulado como alemã, casou em 1934 como brasileira. O sobrenome seguiu adiante em paraenses como Raul Hühn da Gama, que casou em 193351, 52.
Esses 57 casamentos são apenas os que ficaram registrados. A matrícula consular reúne 207 inscrições, e muitos desses alemães casaram em outras localidades, apenas na igreja, ou não aparecem nesses registros por outras razões.
Somados, os números já dizem muito: 207 inscrições na matrícula consular, pelo menos 57 casamentos e dezenas de sobrenomes alemães que não constam da matrícula. Quatro ou cinco gerações depois, é provável que os descendentes desses alemães se contem hoje aos milhares.
Por que esses nomes se apagaram
Três movimentos ajudam a entender por que a origem alemã de tantas famílias paraenses saiu de vista.
Os próprios casamentos. Filhos de alemães com brasileiras cresceram em casas brasileiras. O sobrenome alemão, quando vinha pela mãe, podia ficar no meio do nome e desaparecer em poucas gerações.
A grafia. Nos papéis brasileiros, Karl Heinrich virou Carlos Henrique e Paul virou Paulo. Sobrenomes difíceis chegaram aos índices com variações como Kostembader, Kissner, Krussner ou Hülm. Para quem procura um antepassado, essas variações são o primeiro obstáculo.
A política. Alguns alemães se naturalizaram brasileiros, como Guilherme Gustavo Hoepfner, em 188353, e Luiz Carlos Adolpho Neuman, em 188554. E as duas guerras mundiais transformaram os alemães em súditos inimigos. Em março de 1918, com o Brasil já em guerra contra a Alemanha, Franz Berringer, apresentado pelo jornal como "ex-consul da Allemanha neste Estado", seguiu com a mulher e os filhos para o Rio de Janeiro45. Em 1942, alemães de Belém foram denunciados, presos, e parte deles foi enviada ao campo de Tomé-Açu55. É possível que esse ambiente também tenha contribuído para que muitas famílias deixassem de exibir a sua origem.
A matrícula consular e a cidadania alemã
Esta seção trata dos possíveis efeitos dessa história para a nacionalidade alemã. Ela resume regras gerais da legislação alemã e não substitui o exame de cada caso.
A matrícula era o registro dos alemães que viviam na área do consulado. A de Belém que chegou até nós reúne 207 inscrições52, e ela tem peso especial para quem busca a cidadania alemã.
Por que a matrícula importa. Até o fim de 1913, a lei alemã de 1870 retirava a cidadania de quem vivesse dez anos seguidos no exterior. A inscrição na matrícula de um consulado interrompia esse prazo56. Por isso a matrícula pesa sobretudo para quem emigrou antes de 1904. Para quem saiu depois, os dez anos já não chegavam a se completar antes da mudança da lei, em 191457.
O que a inscrição prova, e o que não prova. A inscrição mostra que aquela pessoa era reconhecida como alemã pelo consulado quando se inscreveu. Se a cidadania chegou até os descendentes de hoje depende do que aconteceu depois, geração a geração:
- até o fim de 1974, os filhos nascidos de casamento herdavam a cidadania apenas do pai57;
- a partir de 1914, o alemão que vivia fora da Alemanha e pedia naturalização em outro país perdia a cidadania alemã, salvo se tivesse obtido autorização para mantê-la57;
- até 1949, a alemã que se casava com um estrangeiro perdia a cidadania; entre 1949 e 1953, só a perdia se não ficasse apátrida57, 58.
Uma lei de 2021 abriu uma via de declaração para parte dessas linhas. Ela só alcança, porém, filhos nascidos depois de 23 de maio de 1949 e os descendentes deles, e fica aberta até 203159.
O que é preciso provar. Quem pede o reconhecimento precisa demonstrar, com documentos, a nacionalidade do antepassado e cada elo da cadeia até hoje. Documentos brasileiros que apenas chamam o antepassado de alemão, em geral, não bastam: são necessários papéis emitidos por autoridades alemãs, como a inscrição consular ou um passaporte. E as autoridades alemãs não fazem essa busca pelo interessado.
É aqui que a história de Grossmann, o marido de Esmeralda Cervantes, volta. Nem todo alemão que viveu no Pará está na matrícula que chegou até nós, e Grossmann não está. Mas o passaporte que o consulado lhe emitiu em 1894 sobreviveu, guardado num processo de casamento em Belém1. Muitas vezes, a prova alemã está num arquivo brasileiro, à espera de quem saiba procurar.
Nada disso garante, por si só, que um descendente de hoje tenha direito à cidadania alemã. Nem a matrícula nem um passaporte bastam: a cadeia precisa ser examinada geração por geração, e a decisão cabe às autoridades alemãs.
Sobrenomes inscritos na matrícula consular de Belém
Grafias conforme a matrícula.
Ahlers, Banck, Bartels, Bärwinkel, Bayer, Behr, Bender, Berger, Berringer, Bertram, Betka, Beyer, Bob, Bolczyk, Bombeck, Brenne, Bruns, Buchholz, Buchmann, Busam, Buschhoff, Cohnitz, Colditz, Czempik, Dillner, Dobberkau, Dold, Ebner, Eichhorn, Eickenberg, Ekensteen, Engelke, Erbe, Fechter, Fehre, Feichtner, Franke, Freitag, Fritz, Geiger, Gempik, Gerding, Gerhardt, Graeff, Grambow, Grundler, Gruner, Haber, Hartje, Hasenbalg, Hass, Hempel, Henkel, Herler, Hermann, Heyde, Heymann, Hoffmann, Horstmann, Hühn, Hundertmark, Ilden, Joel, Juluiusberg, Jutz, Kähler, Kanzler, Karsch, Kass, Keil, Kiesling, Kissner, Kloos, Klusmeyer, Kolb, Kostenbader, Kühn, Küssner, Lange, Loerbroks, Lohse, Ludwig, Lühmann, Lüke, Lülsdorf, Lüttgens, Maltzahn, Matthäi, Matuschat, Mauksch, Mayer, Mehrle, Meinzer, Menges, Meyer, Michahelles, Moelleney, Mohr, Möller, Mühlbauer, Netthöfer, Neumann, Niebuhr, Northoff, Ohl, Oldendorf, Olligschläger, Otte, Palm, Pamler, Papen, Paschen, Pauly, Pflüger, Plaschke, Pott, Pralow, Pünger, Redecker, Reismüller, Reitmeyer, Rewer, Roggen, Roltzau, Rössner, Rothemiller, Rottmann, Rundschu, Scherl, Schiele, Schmarge, Schmitt, Schoenenberg, Schönback, Schrader, Schröder, Schulz, Schumann, Schwabe, Schwartz, Schwarz, Seggelke, Seidel, Seligmann, Sievers, Soltau, Stoivesandt, Struben, Teske, Thode, Thomsen, Tombrock, Treuten, Tumbrink, Vandrey, Varrelmann, Viedenz, Voges, Wagner, Waldmann, Walter, Warstadt, Wegenke, Weiler, Wendt, Wertheimer, Westmeyer, Wiesing, Wigger, Wolf, Wolter, Zarges, Zeising, Zell, Zietz, Zündorff.
Sobrenomes de alemães nos casamentos de Belém, de 1891 a 1949
Sobrenomes que não constam da matrícula, com grafias conforme os registros.
Ackermann, Arnold, Augustin, Awe, Bauer, Becker, Berninger, Blasberg, Damer, Epstein, Ernest, Gal, Grossmann, Herzog, Hirschfeld, Hofstadt, Hory, Israel, Klee, Krauss, Lehmann, Lorenz, Mandelstam, Muhs, Müller, Neander, Petersen, Plitzenmaier, Pompiati, Raminger, Reimann, Riebisch, Schager, Schaller, Schilemann, Schmidt, Sieck, Simon, Tautphoeus, Tempel, Tomkenvitz, Volkert, Wegner, Weisser, Willax, Wulfert.
Na Consultoria Mnésis
Na Consultoria Mnésis, a pesquisa começa onde a lista termina. Localizamos o antepassado na matrícula e nos registros de casamento, seguimos as variações do nome ao longo das gerações e procuramos, nos arquivos brasileiros, os documentos alemães que sobreviveram. É esse trabalho que permite saber se uma família paraense de origem alemã tem, de fato, um caminho para a cidadania alemã.
Fontes
- Processo de casamento de Emilio Oscar Grossmann e Clothilde Cerdá Bloch, Belém, 1895, com passaporte anexo emitido pelo Consulado Imperial da Alemanha no Pará, n. 208, em 27 nov. 1894.
- PARES, Portal de Archivos Españoles, Ministerio de Cultura. Registro de autoridade: Cervantes, Esmeralda (1862-1926). https://pares.mcu.es/ParesBusquedas20/catalogo/autoridad/161908
- ÁVILA PEÑA, Zoraida Isabel. Música, textos y filantropía en Esmeralda Cervantes: una arpista de la España romántica. Tese (Doutorado em Musicologia), Universidad Complutense de Madrid, Facultad de Geografía e Historia, 2016.
- GAVIÑO DE FRANCHY EDITORES. Esmeralda Cervantes. Blog Gaviño de Franchy Editores, 14 ago. 2010. http://lopedeclavijo.blogspot.com/2010/08/esmeralda-cervantes.html
- A Província do Pará, Belém, 30 jun. 1899, n. 7.082, p. 2.
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- Diário de Belém, Belém, 22 ago. 1883, p. 2.
- Diário de Notícias, Belém, 25 jan. 1885, p. 2.
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- Staatsangehörigkeitsgesetz (StAG), § 5, na redação de 2021.
