Na noite de quinta-feira, 14 de maio de 1953, mil e oitocentas pessoas desembarcaram em Halifax, na Nova Escócia, vindas de quatro paquetes. Funcionários do porto, da imigração, das alfândegas e dos caminhos de ferro tiveram um dos dias mais movimentados em anos, e a Canadian National Railway despachou cinco comboios especiais para dar vazão à multidão. Perto de trezentos irlandeses vinham entre os 1.139 passageiros do Georgic, fretado pela Cunard. E entre mais de quinhentos passageiros de um paquete italiano vinham sessenta e nove portugueses, na maioria artífices, com destino a empregos no Ontário e no Quebeque.¹
Os quatro navios daquela noite chamavam-se Saturnia, Roma, Georgic e Stavangerfjord.² Faziam parte de uma semana de nove paquetes que trouxe cerca de quatro mil europeus ao mesmo porto, do Stockholm e do Veendam, na quarta-feira, ao Waterman, ao Neptunia e ao Jerusalem, no sábado.³
Aqueles sessenta e nove homens são hoje celebrados como os pioneiros da comunidade luso-canadiana, que tem mais de meio milhão de pessoas. Naquela noite, ninguém em Halifax reparou neles. O registo que deles nos ficou é uma frase solta num despacho de agência que falava sobretudo de irlandeses.
Cinco números para o mesmo grupo
Setenta anos depois, a comunidade não concorda sobre quantos eram.
O Consulado-Geral de Portugal em Toronto fixa o grupo em sessenta e nove.⁴ Manuel de Sousa Arruda, natural da Bretanha, em Ponta Delgada, que viajou a bordo e foi entrevistado nos anos setenta pelo historiador Domingos Marques, contou os seus: dezoito açorianos e sessenta e sete continentais, oitenta e cinco ao todo.⁵ A documentação reunida em Montreal sobre os pioneiros açorianos refere dezoito, que é o contingente das ilhas tomado pelo todo. Uma reportagem publicada em Toronto nas comemorações dos sessenta anos fala em oitenta e seis, todos homens, dos quais nove se pensava estarem vivos em 2013.⁶ E um despacho de agência divulgado em abril do mesmo ano falou em duzentos e dezoito.⁷
Um destes números foi escrito no cais, no dia, por um jornalista que não tinha motivo nenhum para inflacionar ou reduzir. Os outros foram escritos de memória, décadas depois, ou por ocasião de aniversários.
Convém, ainda assim, não tratar a imprensa do dia como infalível só porque é do dia. Na mesma semana, sobre os dois navios de quarta-feira, uma agência escreveu 383 pessoas e outra escreveu 386.² ³ E o número do Georgic, 1.139, foi publicado na véspera da atracagem, como previsão, e repetido no dia seguinte como se fosse contagem. O registo de chegadas do porto dá 1.112.⁸
Pesado isso, o número do cais continua a ser o mais sólido de que dispomos: sessenta e nove.
Isto não desautoriza Arruda, que é a melhor fonte para tudo o resto e cuja memória se confirma em vários pontos. Um homem que conta os compatriotas num navio com mais de quinhentos passageiros, onde se falava sobretudo italiano, e que tinha gregos, italianos e polacos a bordo, engana-se com facilidade. E nem todos os portugueses daquele navio desembarcavam no Canadá: o paquete seguia viagem para Nova Iorque.
A noite de 14 de maio, e o dia 13 que a comunidade comemora
A comunidade luso-canadiana comemora 13 de maio de 1953. Arruda lembrava-se de chegar a Halifax à meia-noite.
O despacho, porém, é claro, e saiu em três folhas independentes: as mil e oitocentas pessoas desembarcaram na noite de quinta-feira, que foi 14.¹ O registo de chegadas do porto marca o Saturnia nesse mesmo 14 de maio, com 535 passageiros, e marca o Georgic no mesmo dia.⁸ E Arruda diz que saiu de Lisboa a 8 de maio, o que dá seis dias de mar.
Há um pormenor que merece cuidado. As tabelas de movimento marítimo publicadas na sexta-feira por dois jornais do Ontário dão como entrados em Halifax, na quinta-feira, o Roma, o Georgic e o Stavangerfjord, e não incluem o Saturnia. Mas põem o Saturnia a sair de Halifax para Nova Iorque nessa sexta-feira, com os outros três.⁹ Um navio que sai de um porto entrou nele.
Ou o compilador o omitiu da lista de entradas, e há motivo para desconfiar dele, porque a mesma tabela manda o Georgic para Nova Iorque quando o Georgic seguia para Quebeque, ou o navio atracou fora do período coberto pela coluna, isto é, de madrugada. A segunda leitura é exatamente o que Arruda diz, e reconcilia tudo: a comunidade fixou a hora a que eles chegaram, o porto anotou o dia em que o navio entrou.
Fica dito como leitura, que é o que é.
Naquela noite havia dois paquetes italianos em Halifax, o Saturnia e o Roma, e o despacho fala apenas no paquete italiano, no singular. Nem todas as folhas que o publicaram trazem o nome: uma compõe, no lugar dele, uma palavra que não faz sentido na frase, e outra resolve o problema apagando-a. A leitura mais provável é que o original dissesse Saturnia e o compositor tenha lido Saturday. O nome do navio está fixado por outras vias: pelo depoimento de quem viajou, pela contagem de passageiros e pelo registo da saída para Nova Iorque na sexta-feira.
O ensaio de 1952 e a Junta da Emigração
O primeiro equívoco a desfazer é o de que tudo começou naquela noite.
Otava recusava propostas de emigração portuguesa desde 1923. Quando, em fevereiro de 1947, o cônsul canadiano em Lisboa, Lester Glass, informou o seu governo de que a imprensa portuguesa noticiara o abrandamento das restrições, passou a receber uma média de vinte pedidos por dia, e no mês seguinte contabilizava oitocentas cartas em quatro semanas.¹⁰ Nesse mesmo ano, Salazar proibiu a emigração salvo com contrato ou acordo entre Estados e, reconhecendo que não conseguia fazer cumprir a proibição, criou a Junta da Emigração.¹¹ A partir daí, sair de Portugal passou a ser um ato administrado, e portanto registado.
Em 1952, antes de qualquer acordo geral, Otava aceitou trinta e cinco trabalhadores qualificados portugueses a título experimental.¹² O ensaio correu bem e abriu a porta ao ano seguinte.
Não é apenas o arquivo diplomático a dizê-lo. Em novembro de 1955, um imigrante português escreveu ao Montreal Star a denunciar as condições de trabalho dos seus compatriotas nas quintas e começou a carta exatamente assim: o primeiro grupo experimental chegou ao Canadá na primavera de 1952.¹³ Chamava-se Henrique Tavares Bello, e quatro anos depois fundaria o primeiro jornal em língua portuguesa do Canadá.
O Saturnia não inaugura a presença portuguesa no Canadá. Inaugura a emigração em massa.
Otava recusou os açorianos
O detalhe mais esquecido desta história é que o Canadá começou por recusar as ilhas.
Quando o encarregado de negócios português em Otava negociou o primeiro movimento, os responsáveis canadianos limitaram o recrutamento ao continente. Alegaram que a opinião pública lhes era hostil, que temiam ser atacados no Parlamento e que os açorianos seriam dificilmente adaptáveis ao clima do país. A diplomacia portuguesa insistiu, invocando que o recrutamento já começara nas ilhas e já custara dinheiro aos candidatos. Perto de quatro mil ilhéus se tinham inscrito. Otava cedeu numa quota de vinte açorianos, desde que examinados em Lisboa. O total acordado foi de 275 pessoas.¹⁴
Vinte foram autorizados. Dezoito embarcaram.
O recrutamento em São Miguel fez-se por edital afixado à porta da igreja da freguesia, com uma sessão pública na Câmara Municipal da Ribeira Grande conduzida pelo inspetor Mário Ferreira da Costa, vindo de Lisboa, que aplicou prova escrita e entrevista. Cada candidato teve de levar quinze contos para as despesas. Saíram de Ponta Delgada a 21 de abril de 1953, quatro dias de mar com temporal, e ficaram duas semanas alojados na Junqueira, em Lisboa.⁵
Foram para Lisboa por razão administrativa, não marítima. A quota das ilhas fora concedida com a condição expressa de os candidatos serem examinados na capital, e era ali que a missão médica canadiana trabalhava. Aqueles homens atravessaram meio país por causa de uma cláusula.
O que lhes custou caro. Dois foram chumbados nos exames, já depois de terem feito a viagem: um dos Arrifes e outro do Livramento. Um funcionário da Junta, condoído, perdoou-lhes as despesas e embarcou-os no paquete Vera Cruz para o Brasil, com quinze contos e uma carta de trabalho, para lhes poupar o vexame de regressarem à ilha.¹⁵
Vinte saíram da ilha. Dezoito atravessaram o Atlântico Norte. Dois atravessaram o Atlântico Sul.
555 entradas, 179 contratados
O movimento contratado de 1953 fez-se em três levas. O Saturnia, em maio, com sessenta e nove. O Vulcania, ainda nesse mês, com sete, número que algumas fontes comunitárias elevam a nove. E o Nea Hellas, no início de junho, com cento e três homens saídos da Madeira, que outras contam como cento e dois.
Somam cento e setenta e nove. A documentação diplomática portuguesa regista cento e oitenta trabalhadores efetivamente recrutados nesse ano, contra os 275 acordados, porque os engenheiros desistiram ao saber que as credenciais não seriam reconhecidas e o recrutamento de operários qualificados no Porto ficou aquém.¹⁶
Uma unidade de diferença. Do lado do movimento oficial, as contas portuguesas e canadianas batem certo.
E é aqui que aparece o número que ninguém comemora.
Em fevereiro de 1954, um porta-voz do Departamento de Imigração canadiano declarou, num despacho distribuído a todo o país, que tinham entrado no Canadá, no ano anterior, 555 imigrantes portugueses.¹⁷
Cento e setenta e nove vieram pelo acordo. Os restantes trezentos e setenta e seis entraram por outra via.
Que via, a divergência sozinha não diz. Diz que ela existiu. Reemigrantes chegados da Venezuela, do Brasil ou dos Estados Unidos, familiares chamados por quem já lá estava, tripulantes saídos dos bacalhoeiros, entradas como turistas: são hipóteses capazes de explicar parte do número, e nenhuma delas, sozinha, explica o número todo. Gilberto Fernandes, que foi quem primeiro tratou desta discrepância estatística, aponta no mesmo sentido, e lembra que a frota portuguesa do bacalhau levava cerca de cinco mil pescadores por época às águas do Atlântico Norte.¹⁸
A divergência entre as duas contabilidades não é um erro estatístico a corrigir. É a medida documental daquilo que o recrutamento oficial não explica. E é o ponto de partida para ir procurar o resto.
Os 1.800 portugueses de São João da Terra Nova
Treze dias depois de o Saturnia atracar em Halifax, um correspondente da Canadian Press escrevia de São João da Terra Nova que vinte e três lugres da frota portuguesa do bacalhau já ali tinham escalado nesse ano para se abastecerem. Cada navio levava cerca de trezentos homens. Ao fim de semana, aproveitando uma paragem, cerca de mil e oitocentos pescadores enchiam o cais a lavar roupa e a comprar prendas para levar a casa, com as camisas a secar no cordame. Os cascos eram amarelos. Havia dois navios de velas redondas, e de um deles, o Gazela, se dizia ter pelo menos cem anos. Feito o combustível, o sal e as provisões, seguiam para os Grandes Bancos, e em setembro voltavam a São João antes de rumarem às águas da Gronelândia.¹⁹
Vale a pena parar na aritmética. No mesmo mês em que sessenta e nove portugueses desembarcaram em Halifax, no início da grande vaga migratória, mil e oitocentos portugueses estavam num cais canadiano, e foram-se embora.
Em janeiro desse ano, um jornal do Oeste canadiano reproduzia uma observação da imprensa da Terra Nova: nenhuma língua estrangeira era tão familiar à província como o português, e as suas relações de amizade e de comércio com Portugal eram mais antigas do que as que tinha com o resto do Canadá.²⁰
É esta uma das vias capazes de explicar parte dos trezentos e setenta e seis. Um homem que ficava em terra em São João não gerava registo de saída de Portugal com destino ao Canadá, porque tinha saído como tripulante.
Alonso Carreiro esperou trinta e seis anos
Sete semanas antes de o Saturnia atracar, um jornal de Montreal fotografava um português a receber das mãos do cônsul dos Estados Unidos o visto americano.²¹
Chamava-se Alonso Carreiro e era relojoeiro em Montreal. Vivera cinco anos em Newport, Rhode Island, em criança, até os pais o levarem de volta para Portugal em 1912. Pediu o visto pela primeira vez em 1917, quando o pai morreu, e teve de esperar pelo fim da guerra. Voltou a tentar depois dela e não encontrou quem o patrocinasse. Havia quota: quatrocentos e quarenta cidadãos portugueses por ano, perto de metade dos quais absorvidos pelas colónias, e ainda se descontavam dela os casos preferenciais. A segunda guerra cancelou todos os pedidos. Levantadas as restrições em 1945, ficou perto do topo da lista, mas os casos preferenciais eram demasiados.
Em 1949 percebeu que ia esperar indefinidamente e decidiu vir para o Canadá. Instalou-se em Montreal e recomeçou a peregrinação, agora ao consulado americano da cidade. Em dezembro de 1952 uma alteração à lei americana tirou da quota os portugueses casados com cidadãs dos Estados Unidos, e o número dele chegou.
O texto da reportagem diz trinta e oito anos de espera. A legenda da fotografia, na mesma página, diz trinta e seis. De 1917 a 1953 vão trinta e seis. Nem o jornal que contou a história conseguiu segurar o próprio número.
Carreiro não é um dos trezentos e setenta e seis, porque entrou no Canadá em 1949. Mas é o tipo deles. O Canadá não era o destino dele. Era a sala de espera. E é por isso que homens como ele não aparecem em lista nenhuma de Lisboa com destino ao Canadá.
Fevereiro de 1954, Hamilton protesta antes de eles chegarem
O mesmo despacho que deu os 555 anunciava o que vinha a seguir: cerca de novecentos portugueses partiriam nos dois meses seguintes para construção de caminhos de ferro, agricultura e outros trabalhos. Um navio sairia dos Açores a 22 de março e outro a 23 de abril, com cerca de 450 em cada viagem. Uma equipa canadiana, chefiada por O. Cormier, da cidade de Quebeque, adido de imigração em Paris, iria examinar os candidatos.¹⁷
A reação chegou antes dos homens. Dois dias antes, em Hamilton, as duas centrais sindicais rivais da cidade pronunciaram-se no mesmo dia. John Hancox, secretário do Trades and Labour Council, pediu controlo mais estrito da imigração, ressalvando que não era contra os imigrantes, mas que deviam vir para onde fizessem falta e quando o mercado de trabalho os pudesse absorver. Stewart Cooke, secretário do Hamilton Labour Council, chamou-lhe um caso infeliz e uma decisão não planeada do Governo.²²
Os homens chegaram a Halifax no sábado, 27 de março de 1954. A imprensa de Hamilton deu o movimento como sendo de quatrocentos; o despacho da Canadian Press datado de Montreal contou 331 no comboio que chegou à cidade no domingo à noite. Noventa e sete ficaram em Montreal e os restantes seguiram para Kingston, Belleville, Chatham, Londres, Niagara Falls, Windsor, Toronto e Hamilton.²³
Trinta e um desceram no depósito da Canadian National Railway, em Hamilton, na segunda-feira, 29 de março. Eram todos homens, entre os vinte e cinco e os trinta anos. O supervisor da imigração disse que, antes daquele dia, provavelmente não havia um único português em Hamilton, e que ao fim de três horas, com intérprete, já estavam destinados aos condados em volta. Um deles contou que lavrava desde os onze anos.²⁴
Nem toda a chegada foi assim. Na semana seguinte, um editorial de Kingston intitulado Somebody Bungled contava que seis rapazes portugueses do mesmo contingente tinham passado a primeira noite em Peterborough numa cela da polícia, sem casaco, sem dinheiro e sem inglês, e responsabilizava o serviço de imigração. O mesmo texto dá o contingente do Ontário em duzentos e trinta homens, cento e vinte deles recrutados nos Açores.²⁵ Em Otava, vinte e cinco ficaram alojados no YMCA, e o intérprete que o serviço federal lhes arranjou era espanhol.²⁶ Não havia português para falar com portugueses.
Hamilton tem hoje uma das maiores comunidades portuguesas do Ontário, e nasceu naquela manhã, num cais de caminho de ferro.
Sob que regime ele saiu
Isto tem consequência direta para quem, setenta anos depois, procura o avô.
Duas famílias no Ontário podem dizer exatamente a mesma frase, que o avô chegou ao Canadá em 1953, e estar a descrever percursos documentalmente opostos.
O homem que embarcou no Saturnia atravessou toda a máquina do Estado Novo: inscrição, edital, prova escrita, atestados, exames médicos em duas rondas, apreciação política, autorização de saída. Cada etapa gerou papel, e esse papel ficou em Portugal, com o nome dos pais, a freguesia, a idade declarada e a assinatura ou a cruz do próprio. O homem que saltou de um bacalhoeiro em São João da Terra Nova, ou que chegou de Caracas com um visto de turista, atravessou o mesmo ano sem deixar nada disso.
Do lado canadiano, a diferença é ainda mais dura. As listas de passageiros de acesso público terminam em 1935. Tudo o que entrou no Canadá a partir de 1 de janeiro de 1936 saiu da custódia do arquivo nacional e só se obtém por pedido nominal, caso a caso, com restrições de privacidade.²⁷ Não existe manifesto público do Saturnia. A lista completa daqueles sessenta e nove homens não falta por acaso: falta por regime de acesso.
Entre os casos examinados pela Consultoria Mnésis, a primeira pergunta útil quase nunca é quando o antepassado chegou. É sob que regime ele saiu. A resposta determina que documentação existe, onde é que a cadeia se reconstrói e, nos processos de nacionalidade, o que se consegue efetivamente provar.
Em fevereiro de 1948, um jornalista canadiano em Lisboa descrevia Portugal como um país de oito milhões de habitantes onde o Estado subsidiava o pão e onde uma fábrica consistia, muitas vezes, num pequeno grupo de homens a trabalhar num barracão.²⁸ Cinco anos depois, sessenta e nove desses homens desembarcavam em Halifax no meio de mil e oitocentas pessoas, e ninguém reparou. No ano seguinte, só nos cinco primeiros meses, entraram no Canadá 1.058 portugueses, contra 118 no mesmo período de 1953.²⁹
Toda a história da emigração portuguesa para o Canadá cabe nesse intervalo, e nenhuma parte dela é recuperável sem os documentos que a sustentam.
Fontes
- The Ottawa Journal, 15 de maio de 1953, p. 3; Victoria Daily Times, 15 de maio de 1953, p. 2; The Calgary Albertan, 16 de maio de 1953, p. 5. Despacho da British United Press, datado de Halifax.
- The Hamilton Spectator, 14 de maio de 1953, p. 43. Despacho da British United Press, datado de Halifax, 14 de maio.
- Saint John Times-Globe, 14 de maio de 1953, p. 15; The Daily Gleaner, Fredericton, 14 de maio de 1953, p. 7; The Toronto Star, 14 de maio de 1953, p. 3; Telegraph-Journal, Saint John, 15 de maio de 1953, p. 13. Despacho da Canadian Press, datado de Halifax.
- Consulado-Geral de Portugal em Toronto, página oficial.
- Depoimento de Manuel de Sousa Arruda, recolhido por Domingos Marques em Toronto na década de 1970, publicado em Milénio Stadium, Toronto, 2023.
- The Toronto Star, 3 de julho de 2013.
- Agência Lusa, despacho de 14 de abril de 2013.
- Registo de chegadas de navios ao porto de Halifax, 1953. Documentação consultada pela Consultoria Mnésis.
- The Hamilton Spectator, 15 de maio de 1953, p. 21; The Toronto Star, 15 de maio de 1953, p. 34. Tabelas de movimento marítimo.
- Gilberto Fernandes, Moving the Less Desirable: Portuguese Mass Migration to Canada, 1953 a 74, The Canadian Historical Review, vol. 96, n.º 3, setembro de 2015, pp. 339 a 374, aqui p. 345.
- Decreto-Lei n.º 36:558, de 28 de outubro de 1947.
- Fernandes, cit., p. 346.
- Carta de H. Tavares Bello, The Montreal Star, 16 de novembro de 1955, p. 14.
- Fernandes, cit., p. 348.
- Fernandes, cit., p. 349, com base em Domingos Marques e João Medeiros, Portuguese Immigrants: Twenty-Five Years in Canada, Toronto, Marquis Printers, 1980.
- Fernandes, cit., p. 351.
- The Ottawa Citizen, 20 de fevereiro de 1954, p. 4; The Montreal Star, 20 de fevereiro de 1954, p. 30; The Hamilton Spectator, 20 de fevereiro de 1954, p. 7. Despachos da Canadian Press, datados de Otava.
- Fernandes, cit., pp. 367 e 368.
- Steve Herder, despacho da Canadian Press datado de São João da Terra Nova, Niagara Falls Review, 27 de maio de 1953, p. 2.
- The Leader-Post, Regina, 9 de janeiro de 1953, p. 13, citando o St. John's Telegram.
- Stan Twardy, The Montreal Star, 26 de março de 1953, p. 28.
- The Hamilton Spectator, 18 de fevereiro de 1954, p. 7; Waterloo Region Record, 19 de fevereiro de 1954, p. 2.
- The Gazette, Montreal, 29 de março de 1954, p. 19; The Moncton Transcript, 29 de março de 1954, p. 1; The Windsor Star, 29 de março de 1954, p. 15.
- The Hamilton Spectator, 30 de março de 1954, p. 8.
- The Kingston Whig-Standard, 2 de abril de 1954, p. 4.
- The Ottawa Citizen, 31 de março de 1954, p. 16; The Ottawa Journal, 2 de abril de 1954, p. 30.
- Library and Archives Canada, listas de passageiros de acesso público até 1935; registos de entrada a partir de 1 de janeiro de 1936 sob custódia de Immigration, Refugees and Citizenship Canada, acessíveis apenas por pedido nominal, com restrições de privacidade.
- Stuart Underhill, despacho da Canadian Press datado de Lisboa, The Kingston Whig-Standard, 27 de fevereiro de 1948, p. 6, e Daily Standard-Freeholder, Cornwall, 27 de fevereiro de 1948, p. 16.
- The Hamilton Spectator, 10 de julho de 1954, p. 15; The Gazette, Montreal, 10 de julho de 1954, p. 15. Despacho da Canadian Press, datado de Otava.
